31 de mai. de 2010

Atrasado mas em tempo...

Hoje vi que não postei sobre a aula de improvisação da última quarta feira...
Continuamos a trabalhar com nossos personagens, dessa vez fiz as mudanças que a Gra pediu, e foi estranho contar como se fosse mulher, mas mantendo a postura e voz de um homem...
Fizemos um aquecimento de exaustão, caminhamos no ritmo dado pela Gra, e quando ela parava de bater palma pulávamos e gritávamos...
Depois o mesmo exercício, mas depois de pular, tínhamos que fazer um rolamento e continuar caminhando.
Depois do aquecimento caminhamos pelo palco trazendo o pensamento para nosso personagem, a Gra espalhou cadeiras pelo palco e cada um se sentou em uma. Sentados, começamos a verbalizar em voz baixa os desejos e medos de nossos personagens. Vi que algumas pessoas foram elevando o volume da voz e percebi que a Gra estava falando algo no ouvido deles. Ela veio até mim e disse "Seus desejos só vão se realizar se você falar mais alto que eles!". Várias vozes eram ouvidas, e gritávamos bem alto.
Um por um a Gra chegou ao ouvido e disse "baixo", ou pelo menos foi o que entendi...rs... e as vozes foram se acalmando, mas sem deixar de falar os desejos...
Depois de todos voltarema falar baixo, a Gra foi tirando algumas pessoas de suas cadeiras e as conduzindo até outras sentadas. Então os personagens começaram a dialogar, falando de seus medos. Ia alternando, mo meio da conversa a Gra chegava e tirava a gente de um grupo e nos levava para outro.
O mais interessante disso tudo foi que a Angela (minha personagem) conseguiu uma vitória em meio a essas conversas. Ao confrontar o personagem do Thiago, ela viu nele os agressores de seu passado e pode confronta-los, vencendo seu medo.
Já sobre o desejo da minha personagem de ser mãe, ela encontrou na fragilidade e medo da personagem da Nathalia (que também estava confrontando o personagem do Thiago) a figura que despertou seu senso de maternidade.
Sem palavras e apenas com olhares conversamos com os outros personagens e foi dessa maneira que minha personagem e a da Nat encontrou uma na outra conforto, confiança e proteção.
No bate papo depois do exercício descobrimos através dos relatos que outras pessoas passaram por transformações em seus personagens.
Na quinta, apesar de não ter tido aula, encontrei alguns alunos do RIbeirão em Cena por acaso, na praça 7 de setembro e de lá fomos para o espaço. Depois de um tempo do lado de fora, fomos convidados pelo ABC a assistir o exercício que ele estava aplicando a turma do segundo ano.
Um começava uma situação proposta em segredo pelo ABC e os outros dois da cena teriam que entrar nessa proposta mesmo sem saber o que é. Interessante o que é um entrosamento de um grupo, permite que as pessoas saquem rápido o que o outro está jogando e entram no jogo de maneira coerente a proposta.
Depois nós que estávamos apenas assistindo, ajudamos o ABC a propor um Onde, um idioma para o gramelot, e uma situação. o jogo era o Blablação... a cena começava normal mas a partir do momento em que o ABC falava "blablação" os atores passavam a dialogar em gramelot...
A situação mudava durante a cena e os atores tinham que se adaptar.

Bom, se esqueci alguma coisa, é pq minha memória não é boa de segunda feira... rs

26 de mai. de 2010

Banho de inspiração...

Na aula de interpretação do Julio, aquecemos o corpo relembrando a brincadeira do pega-pega de bunda rs... depois o Julio deixou que fizéssemos o alongamento e aquecimento vocal livremente, em roda e conduzidos pelo Paulo dessa vez.
Assistimos as cenas restantes do exercício da familia e, pra mim, começou a aparecer algumas evoluções vindas do esforço e da dedicação de alguns, como no caso da Lorriane que está projetando melhor a voz, e do Junior, que conseguiu executar um trabalho mais dramático, diferente de seu estilo cômico sempre apresentado.
Depois do intervalo, a aula de técnica vocal da Claudinha foi substituída por um ensaio aberto do NIT (Núcleo de Investigação Teatral), algo que foi de extrema inspiração e vivência do trabalho que é possível alcançar quando se tem esforço e paixão pelo o que fazemos. Antes de iniciar o exercício, o professor e coordenador do NIT, e também meu mestre no teatro, Zé Maurício deu uma breve apresentação explicando que o trabalho tem em sua base os elementos, mas que eles estava escondidos, pois eram apenas a base para a construção do trabalho.
Começou por um trabalho de "clown", os atores se espalharam por todo o espaço e cada um tinha uma característica, a carinhosa, a falante, o tímido, a chorona, o agitado, o blazé... enfim, cada um transformando o seu ridículo em algo cômico.
Um vaso foi trazido para o palco, e cada um deles colocou algo lá dentro que não era revelado para quem estava assistindo. Depois que todos eles apresentaram seus "clowns" e sem interrupção ou pausa no exercício, foi dado início a segunda parte.
Me encantei com os trabalhos corporais dos atores, precisos, orgânicos, apesar de incomuns eram naturais. O mesmo trabalho foi apresentado de maneiras diferentes, mas não na mesma ordem pra cada ator.
Vi algumas sequencias de movimentos serem contadas movimento por movimento, porém com intenção e emoção de maneira que, apesar da contagem, prendia a minha atenção. Depois essa mesmo sequencia com o texto, dando a mesma tonalidade da contagem. Outras seqüencias foram feitas também sentados apenas, usando apenas o tronco para o movimento e outra vez apenas a expressão facial.
O mais impressionante foi que vimos primeiramente os movimento individuais, e em seguida foi apresentado em dupla, cada um fazendo a sua própria sequencia e texto, mas tendo uma comunicação entre eles que chegou em muitos momentos a parecer ter sido modelado, de tamanha plasticidade. O mais incrível é que nada daquilo havia sido combinado, a criação foi individual e não alterada quando as duplas se formaram no processo de criação, apenas se encaixaram perfeitamente.
Vi os elementos em vários momentos, no movimento do corpo, na voz...
Para encerrar o exercício, cada um voltou ao seu "clown" e encerraram revelando o que cada um colocou dentro do vaso, e dando de presente pra alguém da platéia, eu ganhei um garfinho amarelo de plástico que está guardado lá em casa!
Depois de aplaudidos de pé, teve um bate papo muito bom, onde passamos pra eles o que sentimos e observamos ao assistir, foi falado sobre como conseguiram atingir aquela precisão no trabalho. Não era algo que veio de fora, um processo externo, mas sim um processo interno que fez com que os movimentos fizessem parte do ator naturalmente.
Me impressionei quando foi revelado que o texto que a Graci apresentou não foi encaixado nos movimentos, mas sim surgiu a partir dos movimentos que ela criou.
Fui pra casa com uma sensação de quem matou uma fome gigantesca...rss.. pois, pra mim, assistir a isso foi um verdadeiro alimento pra minha alma de ator, me faz querer me buscar cada vez mais, e alimenta a certeza de que quero isso pra minha vida!
Obs.:Hoje acordei e me peguei no banho fazendo alguns movimentos... ria quando percebia. Fui mesmo contagiado.

25 de mai. de 2010

Como diria Casemiro de Abreu...

É impressionante como certas aulas vêm no momento certo.
A aula de canto do ABC ontem foi uma dessas pra mim!
Devido a um enorme conflito interno, ontem não estava nos meus melhores dias, minha criança e meu adulto interno resolveram brigar, feio. E quando isso acontece é devastador, pois minha criança grita muitas vezes dentro de mim, me leva para lugares confortáveis, me traz sensações boas... mas muitas vezes me transforma num menino de novo, e meu adulto puxou minhas orelhas quando percebeu que isso estava passando impressões erradas sobre minha maturidade para assuntos mais sérios... emfim... brigaram! rs

"Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração, toda vez que o adulto balança o menino me dá a mão!"

Na aula de canto, o ABC pediu para que levássemos a sério o exercício e usássemos bastante concentração. Pediu que caminhássemos pelo palco e em determinado momento pediu que párassemos, fechássemos os olhos e lembrassemos de quando tínhamos 7 anos de idade, de quando éramos crianças novamente. Depois pediu que lembrássemos do que mais gostávamos de brincar, lembrei de jogar bafo, eu adorava colecionar figurinhas e álbuns... ele pediu que trouxéssemos pro corpo e começamos a brincar no palco... as brincadeiras foram se misturando e logo eu estava pulando amarelinha, e depois jogando bafo com o Thiago. VI pessoas brincando de passa-anel... lembrei muito da hora do recreio no Auxiliadora (colégio que estudei minha vida toda).
Depois o ABC pediu que retomássemos o corpo do ator, em pé, concentrados. Sorteou duplas, sendo que eu caí com o Vanderlei.
Explicou que um seria o Anjo mais velho, e o outro a criança. A criança se deitava no colo do Anjo, deolhos fechados. Fui o Anjo primeiro, e seguindo as orientações passadas pelo ABC, cantei uma música que lembrava a minha infância, no meu caso "A lenda do Pégaso" de Moraes Moreira
Depois o ABC pediu que acordássemos a criança, e conversássemos com ela, sobre o que gostavam de brincar, do que tinham raiva, e depois a colocávamos pra dormir.
Fizemos a troca, e fui imerso na minha infância novamente, a minha criança não só gritava emmim,mas tomou conta de mim, o jeito de falar, de contar as coisas... lembrei da minha primeira paixonite de crianças, a Larissa... lembrei domeu primeiro inimiguinho e bully, Alexander, dos meus dois melhores amigos de bagunça e conversa, das broncas da irmã Therezinha, das músicas do coral da missa... Me surpreendi quando o meu Anjo, Vanderlei, conhecia uma das músicas que cantávamos na aula de religião "Um dia uma criança me parou..."
Então adormeci como criança, e precisei voltar ao corpo do ator... então veio o choque, vi que era tão bom ser criança, que todos estavam vivos, que os problemas eram pequenos... lembrei de minha avó, do meu pai... de amigos que nunca mais vi... não contive a emoção... assim como muitos que percebi não terem contido!
Depois o ABC ouviu de cada um como foi a experiência do exercício e disse o motivo de te-lo passado pra gente, pois ele quer que no palco, sempre resgatemos nossa criança, que ao cantar, nossa criança esteja mais viva do que nunca, que sejamos crianças em corpos de adulto. Nunca vi uma aula casar tão bem com o momento em que eu esteja passando.
Como diria Casemiro de Abreu, "Oh que saudades que tenho da aurora de minha vida, da minha infãncia querida que os anos não trazem mais!"

Na aula de Expressão Corporal, o Renato passou um breve aquecimento para que apresentássemos as cenas de pantomima. A minha cena consistia em ver uma flor dentro de uma redoma, tentar retirar a redoma puxando, perceber que não é puxando que se tira, rosquear a redoma, coloca-la no chão, pegar a flor, cheira-la, fazer"mal me quer, bem me quer" com ela, coloca-la no lugar, recolocar a redoma e sair... segundo o Renato, eu preciso trabalhar mais o abandonar dos movimentos. Achei muito interessante os trabalhos da Malba e da Rebeca, deu pra visualizar bem seus elementos.

A palavra pra encerramento foi compromisso, o que será muito necessário para a montagem do trabalho de encerramento do semestre!
Ah, meu adulto ainda não fez as pazes com minha criança, mas to tentando fazer eles chegarem num acordo!

20 de mai. de 2010

Dispersão atrapalha... e irrita!

Saí da aula um pouco irritado...
Na aula de improvisação da Gra, fizemos primeiramente um jogo de pega-pega com os nomes, similar aquele que fizemos em sua primeira aula, a pessoa que está sendo pega deve gritar o nome de outra pessoa do grupo antes de ser pega e então a pessoa que teve seu nome gritado passa a pegar os outros participantes... mas mesmo sendo uma brincadeira, precisa de concentração... o que faltou bastante, já que em determinados momentos não sabíamos com quem que estava.
Depois desse aquecimento, fizemos novamente o exercício da entrevista com os personagens da cena do jornal. Apesar de muitas perguntas que surgiram serem irrelevantes para conhecermos mais dos personagens, muita coisa foi sendo descoberta para nos parofundarmos mais. Um exemplo disso foi a personagem da Rebeca, que descobrimos ter uma vergonha de seu passado, de quem ela era antes de se casar como poderoso Ricardo Montez, que sua personalidade é uma fachada e que ela toda é uma farsa! Sanei minhas dúvidas em relação a troca que eu e a Natalia deveríamos fazer. Não torcaremos o texto dos personagens, apenas a caracterização...
Na aula de dança, o professor João retomou a nossa coreografia, recriando a introdução. Foi legal pq agora estamos trabalhando mais efeitos nos movimentos, usando mais os braços, mas ainda assim a dispersão foi algo que atrapalhou muito o desenvolvimento da coreografia, sendo necessária várias vezes a repetição até que todos se concentrassem para tentar realizar o que o João propunha.
O João deixou claro que existe uma diferença de quando estamos praticando dança, freestyle, entre quando estamos montando uma coreografia, que exije maior disciplina...
Espero que todos tenham sacado o que ele falou...
Obs.: A coreografia está ficando muito legal!

19 de mai. de 2010

Um tapinha não dói... mas em compensação as pernas!

Aulas deliciosamente diferentes.
Nos unimos ao segundo ano para a aula da Claudia e assistimos as cenas apresentadas por ambas as turmas, pudemos ver um pouco do que está sendo o processo de criação do projeto "Mulheres Vermelhas" por parte do segundo ano. As cenas eram intercaladas entre as turmas, tivemos cenas carregadas de emoção e cenas cômicas que traziam leveza na densidade dos trabalhos. Foi muito gostosa essa união das turmas. Na cena do meu grupo, tivemos grande preocupação, mas novamente o Junior demonstrou seu comprometimento e se esforçou para deocrar sua parte em pouco tempo e pudemos apresentar nossa cena.
Depois do intevalo, fizemos um aquecimento diferente na aula do Julio, o pega-pega de bunda...kkkkk
Um jogo divertido que consiste em quem está pegando, leva tapas na bunda dos que estão sendo pegos, caso consiga dar um tapa na bunda de um dos participantes, esse então passa a ter que pegar alguém e assim por diante.
COmeçamos o exercício de pé, mas o Julio em determinado momento, colocou a regra de que não deveríamos tirar as mãos do chão, a não ser para dar o tapa. Ficamos todos no plano médio e correndo pelo palco. O resultado foi alguns joelhos ralados, dor nas perna, tapas divertidos e muita diversão.
Depois dessa brincadeira que rendeu muitas risadas, fomos para o ritual de confraternização, um banquete, com vinhos, refrigerantes, salgados, queijos, torradas e patê... muita alegria, muita união, muitas fotos e muito carinho!
Espero que isso se torne algo de costume em nossa turma!

18 de mai. de 2010

Minha resposta ao digníssimo deputado

Pessoal, saindo um pouco da temática desse blog, vou deixar aqui a minha resposta ao Senador Aldo Rebelo que enviou uma carta tentando se justificar e desmoralizar o Greenpeace:

Senhor Deputado,



Primeiramente gostaria de esclarecer ao senhor, que eu, assim como a maioria dos que assinaram e enviaram tal carta, não sou nenhum alienado a ponto de simplesmente abraçar uma causa apenas pelo fato de levar o nome de uma ONG.
Não é novidade que a política desse país tem o costume de defender os interesses próprios e dos grandes poderosos! É muito fácil o senhor mascarar os motivos reais da proposta de alteração da legislação florestal dizendo que é a favor do pequeno agricultor e dos índios!
Ora meu caro deputado, sabemos muito bem que a política não tem interesse em ouvir a massa... sou testemunha disso, faço parte de uma ONG que luta com todas as forças (próprias) para sobreviver, para não fechar as portas, e não ter um apoio, um investimento, e por que? Por que seu objetivo é levar cultura ao povo, e levando cultura ao povo se leva o questionamento, e sabemos que o questiónamento é a melhor arma contra a atual política no país.
As alterações apenas favoreceriam aos grandes pecuaristas, donos de madereira, que usufruiriam das inúmeras brechas para acabar mais ainda com a nossa natureza.
Senhor deputado, como o senhor quer ser levado a sério em sua defesa, dizendo que o Brasil construiu sua história preservando a natureza? A Mata Atlântica e todos os seus animais ameaçados de extinção, se tivessem voz, estariam ensurdecendo o senhor por tal afirmação!
Enfim, suas justificativas e tentativas de desmoralizar o Greenpeace em nada adiantaram a não ser me convencer de que a política é que precisa passar por uma reforma e alteração urgente!
Sinceramente,
João Gabriel Alexandria de Rezende

Nos eixos...

A aula de canto do ABC começou com um aquecimento diferente, vimos que ao caminhar a coluna se projeta, então dando mais atenção para ela, caminhamos projetando a coluna para a direção na qual queríamos caminhar. Me lembrou muito a aula da Gra, dos fios que puxam uma parte do corpo e essa parte leva todo o resto do corpo, no caso da aula de canto, o fio estava na coluna.
Depois de aprendermos chegou a hora de desaprendermos a coluna, caminhamos pelo espeaço como se a coluna não tivesse firmeza, mole, ou seja, se caminhávamos pra frente, a coluna jogava o corpo pra outra direção, e quando estivéssemos quase caindo, emitíamos um som.
Em seguida o ABC pediu que criássemos no corpo a figura de um pirata, e caminhássemos como a figura. Então foi jogando várias imagens, o palco se tronou um verdadeiro navio, cada pirata exercendo sua função, em uma luta imaginária com outro pirata, fui ferido... logo depois o ABC nos jogou a imagem de que o navio enfrentava um maremoto... e agora? Eu era um pirata ferido enfrentando um maremoto, e pra "melhorar" ainda mais a minha situação o navio começou a afundar! rsrs...

Naufragamos em uma ilha imaginária e quando tudo parecia melhorar, ouvimos a chegada dos nativos canibais...
Cansados e ofegantes, o ABC pediu que fôssemos abandonando essas figuras, e explicou que sempre começaria sua aula com um exercício que cansava mais, para que levássemos a energia trazida pelo exercício para ascenas que apresentássemos!
Então espalhados pelo palco, e seguindo a orientação do ABC, trouxemos novamente o recorte apresentada na aula passada, porém dessa vez, faríamos a mesma cena como piratas!!!! Foi muito estranho, pois a maioria das cenas era carregada de emoção, poucas ou quase nenhuma levou pro lado cômico. Pra mim foi extremamente complicado levar essa figura de pirata pra dentro da cena... tentei lembrar de filmes onde os piratas são fantasmas e acabei buscando isso.
A figura de um pirata tende a ser esteriotipada, o oposto do processo de criação dos personagens dos recortes. Mas foi interessante tentar montar isso.
Assistimos a apresentação das cenas restantes, e depois fizemos uma auto avaliação individual sobre nosso desempenho na montagem dos recortes musicais. Para testar mais minha ansiedade o ABC disse que só iria falar das cenas apresentadas na próxima aula... bom, quem espera uma semana espera duas.
No intervalo, ensaio da cena da aula da Claudia, onde várias idéias surgiram rapidamente e montamos uma cena em poucos minutos. Mas falarei dela amanhã...
Aula do Renato com novidade: a pantomima!
Aprendemos que a pantomima, apesar de partir da mímica, tem suas diferenças, não tem fala, não é naturalista...
Ela consiste do visualizar, olhar com a coluna, escalonar o movimento, mostrar o peso do objeto com o corpo, usar o corpo para demonstrar a ação e abandonar o objeto.
Utilizamos o exemplo de um copo, olhamos para o copo, olhamos com a coluna, escalonamos o movimento para pega-lo (levanta-se primeiro o obro seguido pelo braço, cotovelo, punho e dedos), trouxemos o copo mostrando seu peso (utiliza-se o ombro para indicar o peso), bebemos (o corpo reage ao beber imaginário), e retornamos o copo ao seu lugar (abdandona-se o tônus dos dedos nesse momento)
Fizemos o exercício da parede imaginária, vimos que pareça que ah uma parede, quanto mais abrirmos os dedos melhor, primeiro fizemos apenas o exercício de demonstrar a parede, escalonando o movimento do braço, colocamos a mão em um ponto fixo, e em seguida outra. Alternando as mãos, procurávamos outro ponto fixo.
Seguindo essa mesma "regra", passamos para o exercício de deslocar na parede, que consiste em colocar as mãos em um ponto fixo, e deslocar o corpo sem tirar a mão dese ponto fixo. Fizemos para o lado, para cima e para baixo.
Tenho uma dificuldade enorme com esse tipo de exercício e vou ter que treinar muito isso, pois senti que não cheguei nem perto de cumprir a proposta.
Depois criamos um trabalho rápido de pantomima utilizando o que aprendemos, eu simulei um jogo de xadrez.
Após a demonstração desse trabalho, avançamos para a parte de colocar expressões com os movimentos, expressões exageradas que mostrassem as emoções (idéia, tristeza, felicidade, susto, medo e etc...).
Apresentamos novamente nossa pantomima mas agora colocando as expressões no trabalho.
Antes de finalizar a aula assistimos as partituras de alguns colegas que ainda não tinham apresentado.
Palavra de encerramento: EIXO!