20 de ago. de 2010

É... faz tempo..

Faz tempo que não posto aqui... mas sabe quando temos vontade, mas nos falta aquela coisa além da vontade que nos impulsiona? Sei lá, eu tava assim esses últimos tempos...
Tanta coisa aconteceu... coisas boas, ruins... nem tão boas, e nem tão ruins... rs
A partir de segunda, volto a postar (ja disse tantas vezes isso, eu sei)

Mas volto com outra cara, outra atitude... vou ter muita coisa pra contar, o fim de semana promete dentro do teatro!

29 de jun. de 2010

Medo, pássaros e borboletas...

Ah, que alegria!
Apresentamos o exercício de Expressão Corporal e Pantomima.
Com a contribuição do ABC, fizemos um aquecimento de corpo e voz! Trabalhamos a projeção das vozes durante o texto e o canto que foi essencial para a apresentação ficar mais bonita.
O gostoso foi ver a vontade de todos em fazer um bom trabalho, a energia era a mesma, o grupo estava em sintonia e sentia que um estava realmente apoiando o outro!Essa turma a qual eu pertenço é maravilhosa, um torce pelo outro, dá força e ânimo!
Estavam todos concentrados e sabendo direitinho os momentos de entrar, mover. Depois dos toques do ABC, as vozes ficaram com força e emoção!
A Ane surpreendeu com a força da sua voz no ensaio geral e na apresentação!
O momento da luz negra, com as "borboletas-mão" e os "pássaros-mão" foi lindo e surpreendente.
Não imaginei que a platéia estaria tão cheia!
No final, uma sensação tão gostosa tomou conta da gente, emoção, alegria! Foi demais!
Parabéns turma, tenho muito orgulho e felicidade de fazer parte de vcs!

17 de jun. de 2010

Elementar meu caro palco...

Depois de um tempo, to voltando a postar...
Vou relembrar uma aula especial: A aula da Gra de improvisação foi mágica... esperávamos ser uma aula como as últimas, trabalhando nas cenas e apresentando pra ela... Mas a experiência que vivenciamos ontem foi única.
Depois de um aquecimento corporal e vocal, a Gra pediu que, no lugar em que estivéssemos fechássemos os olhos e começássemos a trazer nossa consciência pro corpo, deixando os pensamentos vir e passarem.
Depois pediu que levássemos a atenção pro pé, sentindo ele no chão, a temperatura do pé, a temperatura do palco, eque começássemos a imaginar que dos pés saíssem raízes que fossem crescendo e aprofundando no solo, até chegar no centro da terra, e que sentíssemos a energia que essas raízes puxavam e que ela contaminasse o corpo até que nosso corpo virasse terra, de olhos fechados vizualizei meu corpo se transformando num corpo de terra, vermelha-escura, e sempre em movimento, forte, avassaladora. Essa imagem trouxe uma fúria, mas não contra ninguém, uma fúria que movia essa terra e fosse rompendo os espaços e se espalhando, com peso, mas com velocidade, mas sempre no plano alto...
Depois a Gra pediu que acalmássemos a terra no corpo e a guardássemo num ponto abaixo do ventre. Demorou para a força da terra que se localizava nas pernas subissem, e por alguns instantes ainda senti minhas pernas com a tonicidade que surgiu durante os movimentos da terra.
Depois a atenção se voltou para o ponto do corpo logo abaixo do umbigo, e fomos orientados a sentir a água que temos no corpo, rins, bexiga, útero(para as mulheres), e que imaginássemos que desse ponto surgisse um olho d'água, e que desse olho d'água saíssem fios de água que fossem tomando todo o corpo até que nosso corpo fosse água, meu corpo, no plano baixo, se tornou um rio, que foi desde a nascente, calmo, até alcançar as corredeiras, velozes, meus braços eram as ondas que quebravam nas pedras. Mais uma vez fomos acalmando a água e levamos nossa atenção a outro ponto do corpo, a barriga e que vizualizássemos uma pequena chama saindo dela, e que essa chama fosse crescendo até tomar conta de todo o corpo. Vi meu corpo tomado pelas chamas e depois ele se tornou uma imensa chama, passei do plano baixo pro médio e do médio para o alto, e meus braços lançavam labaredas por todo o teatro. Novamente o fogo se acalmou e a atenção agora era pra garganta, e respirando, sentíamos o ar passar por ela, entrando nos pulmões e saindo por ela, até que éramos vento, ar... me vi como uma brisa q ora ia calma e de repente tomava maior velocidade, mas sem violência, apenas para movimentar, refrescar...
Acalmamos novamente o corpo, e lentamente abrimos os olhos, o grupo inteiro estava numa concentração rara, um silêncio, introspectivo, todos guardando e sentindo ainda a energia que brotou desse exercício, o que ajudou muito para a aula de dança do João que rendeu um progresso na montagem da coreografia.

8 de jun. de 2010

Dança e mudança...

Mais uma vez troca de horários...
A primeira aula foi a de dança, e continuamos a montar a coreografia. O pessoal estava mais atento, e fomos assistidos pela Gra que despertou minha curiosidade pois estava fazendo algumas anotações... rs
Tivemos grande avanço na coreografia e a introdução está ficando bonita, queria me desdobrar em 2 para poder assistir.

Depois a Gra nos chamou e fez algumas alterações, formando novas relações entre os personagens criados nas cenas dos jornais, e pediu que criássemos novas cenas. Sabendo da mudança que o Julio havia pedido para mim e para a Nat, ela nos manteve juntos e pediu que trabalhássemos.
Fomos para um lugarmais sossegado, e começamos a "vomitar" idéias para a cena, chegamos a um acordo de onde mudaríamos o formato da cena e onde materiámos o que já foi apresentado na cena anterior. O bom de trabalhar com a Natalia é que temos uma sintonia muito grande e a cena foi montada de maneira bem gostosa, foi fluindo, as intervençoes dela durante o depoimento do meu personagem, num primeiro momento, não foi combinada ou ensaiada, ela foi encaixando conforme ela via a necessidade e assim foi na vez de eu intervir em seu depoimento. Depois repetimos novamente e agora marcando o momento de cada intervenção.
Em um momento da cena eu pedi que ela não tivesse medo em me dar um tapa na cara, pois ela disse que sentia receio em me machucar. Mas ela deu, 2 tapas bem dados, e foi muito legal.
Pedimos para que a Gra assistisse, enquanto os outros grupos ensaiavam, mergulhamos de tal modo na cena que, ao acabar, vi que não tinhamos dado conta que estávamos sendo assistidos pela turma.
A Gra levantou uma observação a respeito dos motivos que levaram o meu personagem a agredir o outro e depois de esclarecido, ela pediu um corte na minha fala que concordo que fará toda a diferença, por deixar subentendido ao invés de explícito.
Na próxima aula do Julio vamos apresentar a mesma cena... frio na barriga!

vídeo e cena...

A aula dessa semana foi trocada, no primeiro horário tivemos aula de técnica vocal onde a Claudinha exibiu um vídeo sobre a voz do ator "ESTÉTICA DA VOZ PARA O TEATRO E PARA A VIDA" . Um vídeo muito bom, onde de maneira bem humorada a atriz e cantora Eudósia Acuna Quinteiro conta um pouco de sua trajetória das aulas de canto até o encontro com a faculdade de fonoaudiologia e sua decepção por ver que se ensina muito sobre a patologia e pouco sobre a prática. Ela tbm nos mostra brevemente o funcionamento do sistema vocal, como devemos deixar que o ar saia afim de que a voz seja limpa e não nasalada. Conta que aprendeu, com um de seus mestres, que o importante não é a quantidade de ar que entra, mas sim a maneira que ele sai, e mostrou a diferença do bel canto (técnica de respirar utilizando apenas o diafragma) e da respiração intercostal (onde se respira expandindo as costelas).
Ela também mostra a postura correta para que se consiga o melhor desempenho vocal, os joelhos devem estar da maneira que ela se refere a Joelho Bobo, que é o que chamamos de levemente flexionado, onde não travamos os joelhos para traz e deixamos os pés paralelos na mesma direção do ombro. Depois ela mostra alguns exercícios, como o de se sentar, colocar aspontas dos dedos na área próxima a clavicúla apelidada de "saboneteira", e levemente pressionar até que o corpo caia. Esse exercício ajuda na capacidade respiratória pelo o que entendi.
Depois, ela mostra na prática o seu trabalho com grupos teatrais, no caso a participação de Xuxa Lopes, Claudio FOntana e Fernando Neves, durante os ensaios da peça Mary Stuart, onde cada um dá o seu depoimento sobre como preparam suas vozes, como conseguem "mudar" suas vozes para que pareçam mais novos ou mais velhos, e como eles vêem a intervenção de um fonoaudiólogo numa peça de teatro.
No final do vídeo, há uma rápida entrevista com Eudósia, onde ela complementa alguns dos assuntos tratados no vídeo.
O nome do vídeo é "Estética da voz para o teatro e para a vida" e pelo o que pesquisei é encontrado apenas em VHS.
COnfesso que o cansaço, misturado com o frio que invadiu o espaço naquela noite me deixou um tanto disperso a partir da segunda metade do vídeo, mas foi muito interessante e de muito aprendizado. Comecei a fazer todos os dias o exercício da saboneteira, aguardo resultados...

Depois do intervalo, tivemos aula de interpretação com o Julio onde apresentamos pra ele as cenas que apresentamos para a aula da Gra, e mais uma vez senti o efeito da dispersão. Depois de eu e a Nat termos apresentado nossa cena, o Julio pediu para que a refizéssemos agora na visão dos agressores de nossos personagens... tivemos algumas idéias de intervenções no meio dos depoimentos. No fim da aula desabafei sobre a dispersão estar atrapalhando nosso trabalho.
Agora é ensaiar..

e tá na hora de atualizar..

Uma semana sem atualizar meu diário... mas tbm, com a correria pré festa não tinha cabeça... mas vamos lá

2 de jun. de 2010

E vai tomando forma, e vai dificultando...

Aula de canto rápida, o ABC estava sem voz e nos deu um feedback sobre os recortes musicais. Ele nos apresentou as músicas que iremos trabalhar, chamou a atenção pro fato de que nossa turma tem uma veia cômica mas procura sempre trabalhar mais o drama, a tragédia... o que é bom, segundo ele, por isso as músicas que ele vai trabalhar com a gente é de uma comédia com toques de tragédia... rs
A aula de expressão corporal começou mais cedo.
Apresentamos nosso trabalho de pantomima onde escolhemos um símbolo para o texto da partitura... então veio a surpresa:
Tivemos que encaixar o texto da partitura no trabalho de pantomima. Algo que pra mim foi muito difícil, porque a pantomima q eu criei foi cômica, e o texto sobre o medo (trecho de O Corvo de Edgar Alan Poe) não tem nada de cômico.
As máscaras (expressões da pantomima) tendem a sumir quando se dá o texto, pelo costume de interpretar. É preciso estar muito consciente corporalmente para não perder a tonicidade da mão no momento de dar o texto por exemplo.
Para dificultar (ou talvez facilitar) o Renato propôs que encaixássemos também os sons da partitura. Fizemos algumas tentativas em palco e depois fomos ensaiar.
Para os que já tinham apresentado a pantomima e recebido algumas instruções, o Renato liberou para um rápido intervalo.
Quando voltamos, alguns alunos estavam dispostos no palco fazendo suas partituras, me sentei e logo o Renato me chamou e pediu para que, com as mãos espalmadas tampando o rosto e em movimento desacelerado, eu atravessasse o palco na diagonal.
Depois de algumas tentativas até que eu pudesse compreender o que ele queria, cheguei até outro lado do palco mais a frente. Assim que ele deu o sinalpara os outros pararem eu dei início no meu trabalho de pantomima, depois congelei e outra aluna deu início a sua.
Pelo esboço, deu pra ver que o trabalho do final de semestre vai ficar lindo. O desafio está sendo maior, ainda mais que eu e a Malba aceitamos o desafio de encaixar fragmentos da partitura no trabalho de pantomima. Cada vez mais está sendo exigido concentração, esforço e ensaio!

31 de mai. de 2010

Atrasado mas em tempo...

Hoje vi que não postei sobre a aula de improvisação da última quarta feira...
Continuamos a trabalhar com nossos personagens, dessa vez fiz as mudanças que a Gra pediu, e foi estranho contar como se fosse mulher, mas mantendo a postura e voz de um homem...
Fizemos um aquecimento de exaustão, caminhamos no ritmo dado pela Gra, e quando ela parava de bater palma pulávamos e gritávamos...
Depois o mesmo exercício, mas depois de pular, tínhamos que fazer um rolamento e continuar caminhando.
Depois do aquecimento caminhamos pelo palco trazendo o pensamento para nosso personagem, a Gra espalhou cadeiras pelo palco e cada um se sentou em uma. Sentados, começamos a verbalizar em voz baixa os desejos e medos de nossos personagens. Vi que algumas pessoas foram elevando o volume da voz e percebi que a Gra estava falando algo no ouvido deles. Ela veio até mim e disse "Seus desejos só vão se realizar se você falar mais alto que eles!". Várias vozes eram ouvidas, e gritávamos bem alto.
Um por um a Gra chegou ao ouvido e disse "baixo", ou pelo menos foi o que entendi...rs... e as vozes foram se acalmando, mas sem deixar de falar os desejos...
Depois de todos voltarema falar baixo, a Gra foi tirando algumas pessoas de suas cadeiras e as conduzindo até outras sentadas. Então os personagens começaram a dialogar, falando de seus medos. Ia alternando, mo meio da conversa a Gra chegava e tirava a gente de um grupo e nos levava para outro.
O mais interessante disso tudo foi que a Angela (minha personagem) conseguiu uma vitória em meio a essas conversas. Ao confrontar o personagem do Thiago, ela viu nele os agressores de seu passado e pode confronta-los, vencendo seu medo.
Já sobre o desejo da minha personagem de ser mãe, ela encontrou na fragilidade e medo da personagem da Nathalia (que também estava confrontando o personagem do Thiago) a figura que despertou seu senso de maternidade.
Sem palavras e apenas com olhares conversamos com os outros personagens e foi dessa maneira que minha personagem e a da Nat encontrou uma na outra conforto, confiança e proteção.
No bate papo depois do exercício descobrimos através dos relatos que outras pessoas passaram por transformações em seus personagens.
Na quinta, apesar de não ter tido aula, encontrei alguns alunos do RIbeirão em Cena por acaso, na praça 7 de setembro e de lá fomos para o espaço. Depois de um tempo do lado de fora, fomos convidados pelo ABC a assistir o exercício que ele estava aplicando a turma do segundo ano.
Um começava uma situação proposta em segredo pelo ABC e os outros dois da cena teriam que entrar nessa proposta mesmo sem saber o que é. Interessante o que é um entrosamento de um grupo, permite que as pessoas saquem rápido o que o outro está jogando e entram no jogo de maneira coerente a proposta.
Depois nós que estávamos apenas assistindo, ajudamos o ABC a propor um Onde, um idioma para o gramelot, e uma situação. o jogo era o Blablação... a cena começava normal mas a partir do momento em que o ABC falava "blablação" os atores passavam a dialogar em gramelot...
A situação mudava durante a cena e os atores tinham que se adaptar.

Bom, se esqueci alguma coisa, é pq minha memória não é boa de segunda feira... rs

26 de mai. de 2010

Banho de inspiração...

Na aula de interpretação do Julio, aquecemos o corpo relembrando a brincadeira do pega-pega de bunda rs... depois o Julio deixou que fizéssemos o alongamento e aquecimento vocal livremente, em roda e conduzidos pelo Paulo dessa vez.
Assistimos as cenas restantes do exercício da familia e, pra mim, começou a aparecer algumas evoluções vindas do esforço e da dedicação de alguns, como no caso da Lorriane que está projetando melhor a voz, e do Junior, que conseguiu executar um trabalho mais dramático, diferente de seu estilo cômico sempre apresentado.
Depois do intervalo, a aula de técnica vocal da Claudinha foi substituída por um ensaio aberto do NIT (Núcleo de Investigação Teatral), algo que foi de extrema inspiração e vivência do trabalho que é possível alcançar quando se tem esforço e paixão pelo o que fazemos. Antes de iniciar o exercício, o professor e coordenador do NIT, e também meu mestre no teatro, Zé Maurício deu uma breve apresentação explicando que o trabalho tem em sua base os elementos, mas que eles estava escondidos, pois eram apenas a base para a construção do trabalho.
Começou por um trabalho de "clown", os atores se espalharam por todo o espaço e cada um tinha uma característica, a carinhosa, a falante, o tímido, a chorona, o agitado, o blazé... enfim, cada um transformando o seu ridículo em algo cômico.
Um vaso foi trazido para o palco, e cada um deles colocou algo lá dentro que não era revelado para quem estava assistindo. Depois que todos eles apresentaram seus "clowns" e sem interrupção ou pausa no exercício, foi dado início a segunda parte.
Me encantei com os trabalhos corporais dos atores, precisos, orgânicos, apesar de incomuns eram naturais. O mesmo trabalho foi apresentado de maneiras diferentes, mas não na mesma ordem pra cada ator.
Vi algumas sequencias de movimentos serem contadas movimento por movimento, porém com intenção e emoção de maneira que, apesar da contagem, prendia a minha atenção. Depois essa mesmo sequencia com o texto, dando a mesma tonalidade da contagem. Outras seqüencias foram feitas também sentados apenas, usando apenas o tronco para o movimento e outra vez apenas a expressão facial.
O mais impressionante foi que vimos primeiramente os movimento individuais, e em seguida foi apresentado em dupla, cada um fazendo a sua própria sequencia e texto, mas tendo uma comunicação entre eles que chegou em muitos momentos a parecer ter sido modelado, de tamanha plasticidade. O mais incrível é que nada daquilo havia sido combinado, a criação foi individual e não alterada quando as duplas se formaram no processo de criação, apenas se encaixaram perfeitamente.
Vi os elementos em vários momentos, no movimento do corpo, na voz...
Para encerrar o exercício, cada um voltou ao seu "clown" e encerraram revelando o que cada um colocou dentro do vaso, e dando de presente pra alguém da platéia, eu ganhei um garfinho amarelo de plástico que está guardado lá em casa!
Depois de aplaudidos de pé, teve um bate papo muito bom, onde passamos pra eles o que sentimos e observamos ao assistir, foi falado sobre como conseguiram atingir aquela precisão no trabalho. Não era algo que veio de fora, um processo externo, mas sim um processo interno que fez com que os movimentos fizessem parte do ator naturalmente.
Me impressionei quando foi revelado que o texto que a Graci apresentou não foi encaixado nos movimentos, mas sim surgiu a partir dos movimentos que ela criou.
Fui pra casa com uma sensação de quem matou uma fome gigantesca...rss.. pois, pra mim, assistir a isso foi um verdadeiro alimento pra minha alma de ator, me faz querer me buscar cada vez mais, e alimenta a certeza de que quero isso pra minha vida!
Obs.:Hoje acordei e me peguei no banho fazendo alguns movimentos... ria quando percebia. Fui mesmo contagiado.

25 de mai. de 2010

Como diria Casemiro de Abreu...

É impressionante como certas aulas vêm no momento certo.
A aula de canto do ABC ontem foi uma dessas pra mim!
Devido a um enorme conflito interno, ontem não estava nos meus melhores dias, minha criança e meu adulto interno resolveram brigar, feio. E quando isso acontece é devastador, pois minha criança grita muitas vezes dentro de mim, me leva para lugares confortáveis, me traz sensações boas... mas muitas vezes me transforma num menino de novo, e meu adulto puxou minhas orelhas quando percebeu que isso estava passando impressões erradas sobre minha maturidade para assuntos mais sérios... emfim... brigaram! rs

"Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração, toda vez que o adulto balança o menino me dá a mão!"

Na aula de canto, o ABC pediu para que levássemos a sério o exercício e usássemos bastante concentração. Pediu que caminhássemos pelo palco e em determinado momento pediu que párassemos, fechássemos os olhos e lembrassemos de quando tínhamos 7 anos de idade, de quando éramos crianças novamente. Depois pediu que lembrássemos do que mais gostávamos de brincar, lembrei de jogar bafo, eu adorava colecionar figurinhas e álbuns... ele pediu que trouxéssemos pro corpo e começamos a brincar no palco... as brincadeiras foram se misturando e logo eu estava pulando amarelinha, e depois jogando bafo com o Thiago. VI pessoas brincando de passa-anel... lembrei muito da hora do recreio no Auxiliadora (colégio que estudei minha vida toda).
Depois o ABC pediu que retomássemos o corpo do ator, em pé, concentrados. Sorteou duplas, sendo que eu caí com o Vanderlei.
Explicou que um seria o Anjo mais velho, e o outro a criança. A criança se deitava no colo do Anjo, deolhos fechados. Fui o Anjo primeiro, e seguindo as orientações passadas pelo ABC, cantei uma música que lembrava a minha infância, no meu caso "A lenda do Pégaso" de Moraes Moreira
Depois o ABC pediu que acordássemos a criança, e conversássemos com ela, sobre o que gostavam de brincar, do que tinham raiva, e depois a colocávamos pra dormir.
Fizemos a troca, e fui imerso na minha infância novamente, a minha criança não só gritava emmim,mas tomou conta de mim, o jeito de falar, de contar as coisas... lembrei da minha primeira paixonite de crianças, a Larissa... lembrei domeu primeiro inimiguinho e bully, Alexander, dos meus dois melhores amigos de bagunça e conversa, das broncas da irmã Therezinha, das músicas do coral da missa... Me surpreendi quando o meu Anjo, Vanderlei, conhecia uma das músicas que cantávamos na aula de religião "Um dia uma criança me parou..."
Então adormeci como criança, e precisei voltar ao corpo do ator... então veio o choque, vi que era tão bom ser criança, que todos estavam vivos, que os problemas eram pequenos... lembrei de minha avó, do meu pai... de amigos que nunca mais vi... não contive a emoção... assim como muitos que percebi não terem contido!
Depois o ABC ouviu de cada um como foi a experiência do exercício e disse o motivo de te-lo passado pra gente, pois ele quer que no palco, sempre resgatemos nossa criança, que ao cantar, nossa criança esteja mais viva do que nunca, que sejamos crianças em corpos de adulto. Nunca vi uma aula casar tão bem com o momento em que eu esteja passando.
Como diria Casemiro de Abreu, "Oh que saudades que tenho da aurora de minha vida, da minha infãncia querida que os anos não trazem mais!"

Na aula de Expressão Corporal, o Renato passou um breve aquecimento para que apresentássemos as cenas de pantomima. A minha cena consistia em ver uma flor dentro de uma redoma, tentar retirar a redoma puxando, perceber que não é puxando que se tira, rosquear a redoma, coloca-la no chão, pegar a flor, cheira-la, fazer"mal me quer, bem me quer" com ela, coloca-la no lugar, recolocar a redoma e sair... segundo o Renato, eu preciso trabalhar mais o abandonar dos movimentos. Achei muito interessante os trabalhos da Malba e da Rebeca, deu pra visualizar bem seus elementos.

A palavra pra encerramento foi compromisso, o que será muito necessário para a montagem do trabalho de encerramento do semestre!
Ah, meu adulto ainda não fez as pazes com minha criança, mas to tentando fazer eles chegarem num acordo!

20 de mai. de 2010

Dispersão atrapalha... e irrita!

Saí da aula um pouco irritado...
Na aula de improvisação da Gra, fizemos primeiramente um jogo de pega-pega com os nomes, similar aquele que fizemos em sua primeira aula, a pessoa que está sendo pega deve gritar o nome de outra pessoa do grupo antes de ser pega e então a pessoa que teve seu nome gritado passa a pegar os outros participantes... mas mesmo sendo uma brincadeira, precisa de concentração... o que faltou bastante, já que em determinados momentos não sabíamos com quem que estava.
Depois desse aquecimento, fizemos novamente o exercício da entrevista com os personagens da cena do jornal. Apesar de muitas perguntas que surgiram serem irrelevantes para conhecermos mais dos personagens, muita coisa foi sendo descoberta para nos parofundarmos mais. Um exemplo disso foi a personagem da Rebeca, que descobrimos ter uma vergonha de seu passado, de quem ela era antes de se casar como poderoso Ricardo Montez, que sua personalidade é uma fachada e que ela toda é uma farsa! Sanei minhas dúvidas em relação a troca que eu e a Natalia deveríamos fazer. Não torcaremos o texto dos personagens, apenas a caracterização...
Na aula de dança, o professor João retomou a nossa coreografia, recriando a introdução. Foi legal pq agora estamos trabalhando mais efeitos nos movimentos, usando mais os braços, mas ainda assim a dispersão foi algo que atrapalhou muito o desenvolvimento da coreografia, sendo necessária várias vezes a repetição até que todos se concentrassem para tentar realizar o que o João propunha.
O João deixou claro que existe uma diferença de quando estamos praticando dança, freestyle, entre quando estamos montando uma coreografia, que exije maior disciplina...
Espero que todos tenham sacado o que ele falou...
Obs.: A coreografia está ficando muito legal!

19 de mai. de 2010

Um tapinha não dói... mas em compensação as pernas!

Aulas deliciosamente diferentes.
Nos unimos ao segundo ano para a aula da Claudia e assistimos as cenas apresentadas por ambas as turmas, pudemos ver um pouco do que está sendo o processo de criação do projeto "Mulheres Vermelhas" por parte do segundo ano. As cenas eram intercaladas entre as turmas, tivemos cenas carregadas de emoção e cenas cômicas que traziam leveza na densidade dos trabalhos. Foi muito gostosa essa união das turmas. Na cena do meu grupo, tivemos grande preocupação, mas novamente o Junior demonstrou seu comprometimento e se esforçou para deocrar sua parte em pouco tempo e pudemos apresentar nossa cena.
Depois do intevalo, fizemos um aquecimento diferente na aula do Julio, o pega-pega de bunda...kkkkk
Um jogo divertido que consiste em quem está pegando, leva tapas na bunda dos que estão sendo pegos, caso consiga dar um tapa na bunda de um dos participantes, esse então passa a ter que pegar alguém e assim por diante.
COmeçamos o exercício de pé, mas o Julio em determinado momento, colocou a regra de que não deveríamos tirar as mãos do chão, a não ser para dar o tapa. Ficamos todos no plano médio e correndo pelo palco. O resultado foi alguns joelhos ralados, dor nas perna, tapas divertidos e muita diversão.
Depois dessa brincadeira que rendeu muitas risadas, fomos para o ritual de confraternização, um banquete, com vinhos, refrigerantes, salgados, queijos, torradas e patê... muita alegria, muita união, muitas fotos e muito carinho!
Espero que isso se torne algo de costume em nossa turma!

18 de mai. de 2010

Minha resposta ao digníssimo deputado

Pessoal, saindo um pouco da temática desse blog, vou deixar aqui a minha resposta ao Senador Aldo Rebelo que enviou uma carta tentando se justificar e desmoralizar o Greenpeace:

Senhor Deputado,



Primeiramente gostaria de esclarecer ao senhor, que eu, assim como a maioria dos que assinaram e enviaram tal carta, não sou nenhum alienado a ponto de simplesmente abraçar uma causa apenas pelo fato de levar o nome de uma ONG.
Não é novidade que a política desse país tem o costume de defender os interesses próprios e dos grandes poderosos! É muito fácil o senhor mascarar os motivos reais da proposta de alteração da legislação florestal dizendo que é a favor do pequeno agricultor e dos índios!
Ora meu caro deputado, sabemos muito bem que a política não tem interesse em ouvir a massa... sou testemunha disso, faço parte de uma ONG que luta com todas as forças (próprias) para sobreviver, para não fechar as portas, e não ter um apoio, um investimento, e por que? Por que seu objetivo é levar cultura ao povo, e levando cultura ao povo se leva o questionamento, e sabemos que o questiónamento é a melhor arma contra a atual política no país.
As alterações apenas favoreceriam aos grandes pecuaristas, donos de madereira, que usufruiriam das inúmeras brechas para acabar mais ainda com a nossa natureza.
Senhor deputado, como o senhor quer ser levado a sério em sua defesa, dizendo que o Brasil construiu sua história preservando a natureza? A Mata Atlântica e todos os seus animais ameaçados de extinção, se tivessem voz, estariam ensurdecendo o senhor por tal afirmação!
Enfim, suas justificativas e tentativas de desmoralizar o Greenpeace em nada adiantaram a não ser me convencer de que a política é que precisa passar por uma reforma e alteração urgente!
Sinceramente,
João Gabriel Alexandria de Rezende

Nos eixos...

A aula de canto do ABC começou com um aquecimento diferente, vimos que ao caminhar a coluna se projeta, então dando mais atenção para ela, caminhamos projetando a coluna para a direção na qual queríamos caminhar. Me lembrou muito a aula da Gra, dos fios que puxam uma parte do corpo e essa parte leva todo o resto do corpo, no caso da aula de canto, o fio estava na coluna.
Depois de aprendermos chegou a hora de desaprendermos a coluna, caminhamos pelo espeaço como se a coluna não tivesse firmeza, mole, ou seja, se caminhávamos pra frente, a coluna jogava o corpo pra outra direção, e quando estivéssemos quase caindo, emitíamos um som.
Em seguida o ABC pediu que criássemos no corpo a figura de um pirata, e caminhássemos como a figura. Então foi jogando várias imagens, o palco se tronou um verdadeiro navio, cada pirata exercendo sua função, em uma luta imaginária com outro pirata, fui ferido... logo depois o ABC nos jogou a imagem de que o navio enfrentava um maremoto... e agora? Eu era um pirata ferido enfrentando um maremoto, e pra "melhorar" ainda mais a minha situação o navio começou a afundar! rsrs...

Naufragamos em uma ilha imaginária e quando tudo parecia melhorar, ouvimos a chegada dos nativos canibais...
Cansados e ofegantes, o ABC pediu que fôssemos abandonando essas figuras, e explicou que sempre começaria sua aula com um exercício que cansava mais, para que levássemos a energia trazida pelo exercício para ascenas que apresentássemos!
Então espalhados pelo palco, e seguindo a orientação do ABC, trouxemos novamente o recorte apresentada na aula passada, porém dessa vez, faríamos a mesma cena como piratas!!!! Foi muito estranho, pois a maioria das cenas era carregada de emoção, poucas ou quase nenhuma levou pro lado cômico. Pra mim foi extremamente complicado levar essa figura de pirata pra dentro da cena... tentei lembrar de filmes onde os piratas são fantasmas e acabei buscando isso.
A figura de um pirata tende a ser esteriotipada, o oposto do processo de criação dos personagens dos recortes. Mas foi interessante tentar montar isso.
Assistimos a apresentação das cenas restantes, e depois fizemos uma auto avaliação individual sobre nosso desempenho na montagem dos recortes musicais. Para testar mais minha ansiedade o ABC disse que só iria falar das cenas apresentadas na próxima aula... bom, quem espera uma semana espera duas.
No intervalo, ensaio da cena da aula da Claudia, onde várias idéias surgiram rapidamente e montamos uma cena em poucos minutos. Mas falarei dela amanhã...
Aula do Renato com novidade: a pantomima!
Aprendemos que a pantomima, apesar de partir da mímica, tem suas diferenças, não tem fala, não é naturalista...
Ela consiste do visualizar, olhar com a coluna, escalonar o movimento, mostrar o peso do objeto com o corpo, usar o corpo para demonstrar a ação e abandonar o objeto.
Utilizamos o exemplo de um copo, olhamos para o copo, olhamos com a coluna, escalonamos o movimento para pega-lo (levanta-se primeiro o obro seguido pelo braço, cotovelo, punho e dedos), trouxemos o copo mostrando seu peso (utiliza-se o ombro para indicar o peso), bebemos (o corpo reage ao beber imaginário), e retornamos o copo ao seu lugar (abdandona-se o tônus dos dedos nesse momento)
Fizemos o exercício da parede imaginária, vimos que pareça que ah uma parede, quanto mais abrirmos os dedos melhor, primeiro fizemos apenas o exercício de demonstrar a parede, escalonando o movimento do braço, colocamos a mão em um ponto fixo, e em seguida outra. Alternando as mãos, procurávamos outro ponto fixo.
Seguindo essa mesma "regra", passamos para o exercício de deslocar na parede, que consiste em colocar as mãos em um ponto fixo, e deslocar o corpo sem tirar a mão dese ponto fixo. Fizemos para o lado, para cima e para baixo.
Tenho uma dificuldade enorme com esse tipo de exercício e vou ter que treinar muito isso, pois senti que não cheguei nem perto de cumprir a proposta.
Depois criamos um trabalho rápido de pantomima utilizando o que aprendemos, eu simulei um jogo de xadrez.
Após a demonstração desse trabalho, avançamos para a parte de colocar expressões com os movimentos, expressões exageradas que mostrassem as emoções (idéia, tristeza, felicidade, susto, medo e etc...).
Apresentamos novamente nossa pantomima mas agora colocando as expressões no trabalho.
Antes de finalizar a aula assistimos as partituras de alguns colegas que ainda não tinham apresentado.
Palavra de encerramento: EIXO!

15 de mai. de 2010

Literalmente, um novo ângulo...

Assisti novamente a peça "A Missa do Galo"...
Dessa vez me sentei mais a frente nas cadeiras laterais, é interessante assistir uma mesma peça de um ponto diferente de um mesmo teatro.

Claro que nenhuma apresentação é igual a outra, mas me refiro ao fato de podermos observas coisas diferentes ao assistir a peça de um outro ângulo!
Observei melhor os olhares, pude ver os movimentos com mais detalhes...
A peça foi um pouco mais rápida do que a primeira vez, pensei ter sido apenas impressão, por talvez já ter assistido, é como ver um filme (bom) pela segunda vez, passa rápido.. mas realmente a peça foi mais rápida.

Acredito que pelo cansaço talvez, a energia dos atores em palco estava um pouco menor do que na primeira vez, principalmente nos primeiros minutos da peça, mas nada que chegasse a ponto de estragar ou diminuir o prazer de assistir a peça. Pelo contrário, sai do teatro tão satisfeito em ver um bom espetáculo quanto da primeira vez.

Pude ver algo que da primeira vez não tinha conseguido reparar devido o lugar que ocupei na platéia, ao agradecer o público, ambos os atores tocam o palco com as mãos e repetem o mesmo gesto ao sair do palco pro camarim... achei isso bonito, simbólico!

Bom fim de semana a todos!

14 de mai. de 2010

Uma peça de conflitos

A peça "A Missa do Galo", inspirada no conto homônimo de Machado de Assis, foi simplesmente maravilhosa.
Duas gerações, um mesmo personagem, vários conflitos.
A peça transita pelo passado e presente do personagem, sendo interpretado por dois ótimos atores cada um representando a visão madura e ingênua do mesmo, a memória do personagem, que muitas vezes entra em conflito com si mesmo na lembrança de Conceição, a primeira mulher mais velha que desperta nele o desejo.
Podia ser clichê, o ingênuo rapaz do interior visitando pela primeira vez a cidade grande, a mulher casada, infeliz, seduzindo o rapaz mais novo... mas não houve nada de clichê.
Os atores nos apresentaram os conflitos desses personagens. A sanidade versus o devaneio, a pureza versus o desejo, a inocência versus a maturidade, a idealização versus a imperfeição, a memória versus o esquecimento, a vontade de agir versus o medo da consequencia... enfim, conflitos interpretados e simbolizados de maneira clara e plástica e com bom humor, com o pano de fundo de um conflito que surge a partir de todos esses, ir a Missa do Galo ou ficar com aquela mulher que desperta tantos sentimentos novos?
O interessante foi ver tanta coisa que estamos aprendendo sendo executadas em uma única peça: o exercício do Espelho, o texto encaixado aos movimentos do ator, a partitura de movimentos, as propriedades dos movimentos... pra mim, em especial, a construção da personagem feminina pelos atores masculinos, o corpo, a postura, o modo de falar.
Penso que o Renato vá se deliciar com essa peça, já que os atores apresentam um trabalho de corpo impressionante.
Enfim, uma ótima peça que serviu como aula para nós, onde pudemos ver como é aplicado tudo que estamos aprendendo.

13 de mai. de 2010

Entrevistando o personagem...

A aula de improvisação foi muito legal!
Começamos por um aquecimento conduzido pela Gra que fez eu perceber que sempre tem um lado do meu corpo que consigo ir mais além no alongamento que o outro.
Antes de dar início ao exercicio do dia, foi estabelecida a "Lei (boa) do silêncio", e gostei de ver que a turma levou a sério mesmo a lei, estavam todos concentrados e sem conversas paralelas. Assistimos a última cena dos jornais que faltava ser apresentada e voltamos ao palco.
Caminhamos pelo palco e, ao parar, formamos dupla com a pessoa mais próxima (no meu caso, formei dupla com quem estava bem longe, já que os mais próximos de mim estavam mais próximos de outros... rss).
Minha dupla foi o Ludson, que, com seu comprometimento de sempre, veio participar da aula para não prejudicar o seu grupo devido a sua saída do curso.
O exercício em dupla foi o do espelho, de frente para o parceiro, a uma distância em que se podia, olhando no olho, perceber todo o seu corpo.
Ainda obedecendo a lei do silêncio, decidimos sem palavras quem seria o espelho e quem faria os movimentos, eu iniciei os movimentos. Posteriormente trocamos e percebi que o Ludson tem uma ótima habilidade em imitar os movimentos do outro, já eu me perco um pouco na hora de ser o reflexo.
Em determinado momento, a Gra pediu para que o espelho, ainda olhando nos olhos, perguntasse ao outro "Quem é você?"... Estranho, apesar de eu perguntar ao Ludson, parecia que na verdade eu perguntava pra mim mesmo!
Finalizamos o exercício lentamente, nos sentando, fechamos o olho e a Gra pediu que mantivéssemos esse questionamento, para nós mesmos. Quem sou eu? Será que eu sei quem eu sou? Cheguei a conclusão que, na vida usamos tantas máscaras, como defesa, proteção, aparência, que chega um momento que fica difícil lembrar quem nós somos realmente, nossa verdadeira face! E isso me faz lembrar um dos motivos de eu amar fazer teatro, do porquê, para me descobrir a mim mesmo.
Em seguida, trouxemos a imagem do nosso personagem criado para a cena do jornal. Fiquei um pouco confuso nessa hora, pois na última aula a Gra pediu que eu e a Nat, minha parceira de cena, trocássemos os personagens... mas mantive minha personagem inicial.
Depois, nos levantamos, a Gra colocou uma cadeira vazia no palco, de frente pra platéia, e pediu que caminhássemos novamente pelo palco, mas agora como o personagem, e que em determinado momento, um se sentasse no palco e se apresentasse como o personagem. Nesse caminhar, pude criar melhor a personalidade de minha personagem, insegura, com medo, mas com uma certa carência emocional.
Me sentei e me apresentei:
"Meu nome é Angela, sou promotora de eventos, sou muito sozinha porque tenho medo de me aproximar das pessoas e de deixar que elas se aproximem de mim..."
Caminhamos até que todos se apresentassem.
Depois sentamos em roda, e a cadeira vazia foi ao centro. A Gra convidou o primeiro personagem que se apresentou a sentar-se, e nos autorizou a perguntar o que quiséssemos. Deu-se início a uma entrevista um tanto quanto diferente. O legal dessa entrevista é que ajudou a criar mais a história dos personagens, com as perguntas inesperadas, fomos criando e dando mais detalhes sobre eles. Medos, sonhos, traumas... tudo isso foi se desenhando conforme as respostas eram dadas.
Pelo curto tempo restante, não foi possível entrevistar a todos.
Encerramos com um bate papo sobre os exercícios, falamos sobre o sair ou não do personagem, sobre o que podemos trazer para ele a fim de enriquece-lo e etc...
Depois do intervalo, aula de dança do João. Uma nova coreografia foi proposta, agora em roda. É muito legal ver como o João cria as coreografias na hora. Fizemos uma seqüencia legal, começando free-style na primeira parte da música, e começando os passos a partir da segunda. Tive dificuldade maior nessa coreografia, mas acredito que treinando eu consiga pegar os passos direitinho.
Um Xuá depois da aula em um de nossos colegas, para levantar os ânimos, e fomos descansar em nossas casas!
Próximo post será sobre a peça que vou assistir hoje, a "Missa do Galo" de Machado de Assis, com o grupo Agrupamento Teatral, de São Paulo, as 21:00hr no espaço Ribeirão Em Cena.

12 de mai. de 2010

Equilíbrio e Descobertas...

Aula de interpretação um tanto quanto diferente.
No lugar de textos, cenas, tivemos uma aula de equilíbrio e confiança no outro.
Começamos com um aquecimento leve, depois caminhamos pelo espaço conforme o ritmo da batida dada pelo Julio.
Nos dividimos em duplas de pessoas mais ou menos do mesmo peso e altura. Meu parceiro foi o Junior, que está se mostrando cada vez mais presente nos exercícios propostos.
Pernas fechadas, dedões do pé se encostando, um segurando o outro pelo pulso, braços esticados, coluna reta, e ao mesmo tempo ambos soltavam seu peso para traz com o corpo até o ponto em que um sustentava o outro pelo equilíbrio dos pesos dos corpos.
Em seguida a partir do exercício anterior, soltávamos juntos um dos braços esticando-o para trás torcendo nosso corpo para a direção oposta a do parceiro, também sustentando o outro pelo equilíbrio. Voltávamos o braço e repetiamos o exercicíco com o outro lado.
Depois precisei trocar de parceiro, e foi a vez de me juntar a Rebeca, que tenho grande facilidade e prazer em trabalhar. Primeiro viramos de costas unindo desde a região lombar até o pescoço e cabeça. Soltando o peso do corpo, agora de costas, mantendo o equilíbrio nos sentamos devagar e depois subimos da mesma maneira...
Em seguida, de frente agora, o exercício partia do primeiro, porém dessa vez, nos sentamos sem encostar os glúteos no chão, e ao levantarmos esticamos as pernas colocando o tronco pra frente, sentamos de novo e nos levantamos puxando o peso pra baixo.
Depois de tudo isso, um exercício que rendeu boas risadas e alguns tombos. Formamos trios e o Julio nos ensinou uma técnica circense, que se não me engano se chama "partout"... consiste em uma pessoa ser o apoio e a outra subir nessa pessoa mantendo o equilíbrio. O exercício foi feito em 3 pessoas, no meu caso, eu, Thiago e Paulo. Uma dificuldade imensa em achar uma maneira em que 2 pessoas se apoiassem em uma sem colocar os pés no chão e sustentasse por 10 segundos. Mas o lance de tentar, descobrir foi muito legal. Era uma conquista enorme quando conseguíamos uma solução.
Terminamos a aula com planos "gostosos" pra próxima aula...
Depois, no intervalo, recebemos a visita de dois colegas que nos deixaram recentemente! Fá e Ludson...
Na aula de Técnica Vocal, uma tortura pra mim, rss...
Tivemos que respirar com a região superior do corpo, e não com o diafragma (apenas, mas descobri que o diafragma poderia ser usado, pena que só no fim da aula eu descobri...rs)
Treinamos a respiração deitados, primeiro de costas depois de bruços. Sentado, soltávamos o som em S, depois em "trr" depois em "brr" e alternando em seguida.
Tive hiperventilação... normal
Em seguida, tínhamos que puxar o ar, e correr soltando o ar controladamente, e quando a Claudinha gritasse "Boa Noite", tínhamos que responder, sem puxar novamente o ar, "Boa noite", depois "Boa noite pra você", depois ainda "Boa noite (nome da pessoa mais próxima).
O próximo exercício consistia em puxar o ar e atravessar o palco soltando o ar, parando assim que acabasse o folego. Primeiro a Claudinha deixou que fizéssemos no nosso ritmo, em seguida ela deu o ritmo dela caminhando com a gente. Depois soltamos o ar falando as vogais "A" "I" "E", e depois "A" "E" "É" "I" "Ó" "O" "U".
De dois em dois, fízemos o mesmo exercício, mas agora atravessando o palco falando uma frase.
Foi interessante pra mim, perceber que falando uma frase eu tinha um controle maior da saída do ar do que nas vogais. Nas vogais, o ar acabava geralmente faltando 2 passos para atravessar o palco por completo, já na frase ainda restava um pouco de ar mesmo depois de ter atravessado.
Na roda de bate papo sobre a aula, descobrimos que a respiração proposta não era usar somente o pulmão, mas sim usar a expansão das costelas para armazenar o ar, consequentemente o diafragma era usado, porém não sendo necessário estufar a barriga para tal.
É, a aula foi cansativa ontem, mas cheia de descobertas, palavra que encerrou a aula de terça feira!

11 de mai. de 2010

Música, movimento e persistência...

Pois é, como eu disse, na aula de ontem do ABC, canto, apresentamos nossos recortes musicais.
O aquecimento dado pelo Julio, como sempre, foi de extrema importância, trabalhamos o "brr" o "trr", projeção da voz... Depois o ABC conduziu o aquecimento corporal e nos ensinou a controlar o quanto de energia se coloca no movimento.
Um momento que amei no aquecimento, foi quando ele pediu que ficássemos parados mas colocássemos a energia no corpo como se quisesse sair, ao mandar que explodíssemo, fiz algo que precisava há muito tempo, GRITEI! Gritei com todos os pulmões, correndo... QUanta coisa saiu naquele grito! Ufa..
O trabalho foi lindo, as pessoas foram bem criativas, as cenas eram carregadas de emoção! Acredito que o Julio, que foi convidado, se sentiu orgulhoso por tantas pessoas terem conseguido captar o que é interpretar, sentir!
Algumas apresentações foram marcantes, Lorri deu um banho de emoção em cena que ninguém esperava! Malba, com medo de sua cena ficar "errada" por não ter fala, fez, na minha opinião, uma cena com muita força e presença! Nat, apesar do medo característico apresentou um trabalho com muita interpretação!
No geral, todos mandaram bem, entenderam e cumpriram bem a proposta!
Minha cena, sei lá, não fiquei satisfeito, queria ter trazido mais emoção, mais energia! Maldito crítico interno que nunca nos diz "relaxa, você foi bem", mesmo quando ele diz isso, vem o "mas podia ter sido melhor!"...rs... sei lá, isso pode ser bom, nos faz querer estar sempre em constante melhoria, e não nos deixa subir no pedestal!
Ah, mas senti meus desafinos... o nervosismo pega na voz, não tem jeito!
Pela falta de tempo, não soubemos as impressões e opiniões do ABC, teremos que aguardar até semana que vem! E lá vou eu controlar a ansiedade novamente!
Aula do Renato, expressão corporal, com a presença do Leandro da turma da tarde! Como proposto na aula passada, encaixamos o texto que escolhemos sobre o medo na partitura de movimentos. Que legal ver a superação de alguns que apesar da dificuldade, encaixaram direitinho o texto com os movimentos. Junior surpreendeu, o trabalho ficou preciso e de uma plasticidade... valeu a pena as duras do Renato. Fiquei feliz que,após a minha apresentação, o Renato disse que eu tinha atingido uma consciência corporal que permitiu que eu executasse o trabalho, assim como ele comentou o mesmo sobre a Rebeca!
Depois vimos a partitura do Leandro, onde seu texto fala sobre mistério. A palavra de encerramento foi "persistência", em homenagem aos nossos amigos que não estão mais com a gente nesse trabalho!
Foi um dia produtivo, espero que se mantenha assim!

10 de mai. de 2010

Criação

Estou ansioso por hoje...

A criação da cena pra aula de canto está sendo um tanto árdua, a escolha da música e do tema não foi difícil, o que está dando trabalho é a montagem da cena, e ainda não estou satisfeito por completo, rs...

Estou ainda procurando uma maneira de encaixar algumas falas... vamos ver o resultado, hoje a noite eu to aqui de novo pra contar como foi!

8 de mai. de 2010

Uma nova era...

É pessoas... uma nova era começa pra nós no Ribeirão Em Cena!
Lembram-se lá no início que eu falei que me encontrei? Pois é, hoje isso se cravou em mim mais do que nunca!
A reunião do Conselho foi algo inspirador, desde o discurso mais que motivador do Gilson até as discussões que se iniciaram, normal, todos querem expor idéias, críticas na primeira reunião, falta organização, mas sinto que a próxima teremos mais ordem e menos ansiedade em falar! Próxima pauta: Limpeza e Organização dos Espaços!

Então se deu início a uma experiência única: O AULÃO!
Um enorme "amigo secreto", carregado de emoções, músicas textos, presentes significativos! Me bateu uma dor na consciência por não ter conseguido entregar minha carta, mas pude presentear minha "amiga secreta", e segundo ela, acertei na música que escolhi em cheio: "Encontros e Despedidas"... pensando agora, acho que fui profético... =(

Infelizmente, pela ausência de muitos, muitos presentes não foram entregues... =/
Em seguida, um aquecimento necessário comandado pelo nosso Peter Pan rsss
A bola foi passada pro João, nosso professor de dança social, foi ótimo, pois como aluno da noite, tive a oportunidade conhecer o outro porfessor de dança na semana passada, e o pessoal dos outros períodos conheceram o da noite no AULÃO... que lindo ver tanta gente curtindo a mesma vibe, em sintonia, sincronismo... o mesmo feeling!

Depois da pausa pra água, foi a vez do ABC, sopranos, contrautos e barítonos de todos os períodos e anos afinados na mesma canção... realmente, como se mede um ano pra viver???? No Ribeirão em Cena está sendo em emoções... rsss

Ahhh, não imaginávamos que o momento mais mágico estava por vir, Julio fala um pouco sobre sua galharufa recebida a anos, um disco de vinil com poesias do Drummond, lidas pelo próprio... essas poesias foram o fundo para que, com nossos novelos de lã, "medíssemos" nossa linha da vida, assim como aquelas já emaranhadas no palco, resultado do mesmo ritual feito ano passado pelo pessoal do segundo ano... então essa linha amarramos na altura de nosso umbigo, em volta de nosso corpo. Desenrolando alguns pedaços, amarramos na linha da vida de outras pessoas, e pra cada pessoa que ligávamos a nossa linha da vida na dela, falamos o que essa pessoa significava pra nós... de repente éramos um emaranhado de pessoas e linhas, uma verdadeira massa, compartilhando do mesmo sentimento, da mesma emoção, da mesma alegria de poder estar vivenciando tudo aquilo! O olhar de cada um, o sorriso, o abraço, o beijo, a energia... não eram necessárias palavras, e não acho agora palavras que possam descrever. (Na hora não chorei, estava em felicidade demais pra isso, mas agora ao relembrar, sinto as lágrimas subirem aos olhos)

Depois, nos soltamos de nossas cordas, que formou um teto colorido lindo, e em seguida um bolo colorido, nossas vidas amarradas umas as outras e guardada para no ano que vem, dermos continuidade a essa linha.
No coração de muitos, e no meu com certeza, foi acesa uma chama que nos faz desejar que aquilo seja cada vez mais concreto.
Uma nova era começou hoje no Ribeirão em Cena, eu senti isso...
Obrigado por fazerem parte de mim!