29 de jun. de 2010

Medo, pássaros e borboletas...

Ah, que alegria!
Apresentamos o exercício de Expressão Corporal e Pantomima.
Com a contribuição do ABC, fizemos um aquecimento de corpo e voz! Trabalhamos a projeção das vozes durante o texto e o canto que foi essencial para a apresentação ficar mais bonita.
O gostoso foi ver a vontade de todos em fazer um bom trabalho, a energia era a mesma, o grupo estava em sintonia e sentia que um estava realmente apoiando o outro!Essa turma a qual eu pertenço é maravilhosa, um torce pelo outro, dá força e ânimo!
Estavam todos concentrados e sabendo direitinho os momentos de entrar, mover. Depois dos toques do ABC, as vozes ficaram com força e emoção!
A Ane surpreendeu com a força da sua voz no ensaio geral e na apresentação!
O momento da luz negra, com as "borboletas-mão" e os "pássaros-mão" foi lindo e surpreendente.
Não imaginei que a platéia estaria tão cheia!
No final, uma sensação tão gostosa tomou conta da gente, emoção, alegria! Foi demais!
Parabéns turma, tenho muito orgulho e felicidade de fazer parte de vcs!

17 de jun. de 2010

Elementar meu caro palco...

Depois de um tempo, to voltando a postar...
Vou relembrar uma aula especial: A aula da Gra de improvisação foi mágica... esperávamos ser uma aula como as últimas, trabalhando nas cenas e apresentando pra ela... Mas a experiência que vivenciamos ontem foi única.
Depois de um aquecimento corporal e vocal, a Gra pediu que, no lugar em que estivéssemos fechássemos os olhos e começássemos a trazer nossa consciência pro corpo, deixando os pensamentos vir e passarem.
Depois pediu que levássemos a atenção pro pé, sentindo ele no chão, a temperatura do pé, a temperatura do palco, eque começássemos a imaginar que dos pés saíssem raízes que fossem crescendo e aprofundando no solo, até chegar no centro da terra, e que sentíssemos a energia que essas raízes puxavam e que ela contaminasse o corpo até que nosso corpo virasse terra, de olhos fechados vizualizei meu corpo se transformando num corpo de terra, vermelha-escura, e sempre em movimento, forte, avassaladora. Essa imagem trouxe uma fúria, mas não contra ninguém, uma fúria que movia essa terra e fosse rompendo os espaços e se espalhando, com peso, mas com velocidade, mas sempre no plano alto...
Depois a Gra pediu que acalmássemos a terra no corpo e a guardássemo num ponto abaixo do ventre. Demorou para a força da terra que se localizava nas pernas subissem, e por alguns instantes ainda senti minhas pernas com a tonicidade que surgiu durante os movimentos da terra.
Depois a atenção se voltou para o ponto do corpo logo abaixo do umbigo, e fomos orientados a sentir a água que temos no corpo, rins, bexiga, útero(para as mulheres), e que imaginássemos que desse ponto surgisse um olho d'água, e que desse olho d'água saíssem fios de água que fossem tomando todo o corpo até que nosso corpo fosse água, meu corpo, no plano baixo, se tornou um rio, que foi desde a nascente, calmo, até alcançar as corredeiras, velozes, meus braços eram as ondas que quebravam nas pedras. Mais uma vez fomos acalmando a água e levamos nossa atenção a outro ponto do corpo, a barriga e que vizualizássemos uma pequena chama saindo dela, e que essa chama fosse crescendo até tomar conta de todo o corpo. Vi meu corpo tomado pelas chamas e depois ele se tornou uma imensa chama, passei do plano baixo pro médio e do médio para o alto, e meus braços lançavam labaredas por todo o teatro. Novamente o fogo se acalmou e a atenção agora era pra garganta, e respirando, sentíamos o ar passar por ela, entrando nos pulmões e saindo por ela, até que éramos vento, ar... me vi como uma brisa q ora ia calma e de repente tomava maior velocidade, mas sem violência, apenas para movimentar, refrescar...
Acalmamos novamente o corpo, e lentamente abrimos os olhos, o grupo inteiro estava numa concentração rara, um silêncio, introspectivo, todos guardando e sentindo ainda a energia que brotou desse exercício, o que ajudou muito para a aula de dança do João que rendeu um progresso na montagem da coreografia.

8 de jun. de 2010

Dança e mudança...

Mais uma vez troca de horários...
A primeira aula foi a de dança, e continuamos a montar a coreografia. O pessoal estava mais atento, e fomos assistidos pela Gra que despertou minha curiosidade pois estava fazendo algumas anotações... rs
Tivemos grande avanço na coreografia e a introdução está ficando bonita, queria me desdobrar em 2 para poder assistir.

Depois a Gra nos chamou e fez algumas alterações, formando novas relações entre os personagens criados nas cenas dos jornais, e pediu que criássemos novas cenas. Sabendo da mudança que o Julio havia pedido para mim e para a Nat, ela nos manteve juntos e pediu que trabalhássemos.
Fomos para um lugarmais sossegado, e começamos a "vomitar" idéias para a cena, chegamos a um acordo de onde mudaríamos o formato da cena e onde materiámos o que já foi apresentado na cena anterior. O bom de trabalhar com a Natalia é que temos uma sintonia muito grande e a cena foi montada de maneira bem gostosa, foi fluindo, as intervençoes dela durante o depoimento do meu personagem, num primeiro momento, não foi combinada ou ensaiada, ela foi encaixando conforme ela via a necessidade e assim foi na vez de eu intervir em seu depoimento. Depois repetimos novamente e agora marcando o momento de cada intervenção.
Em um momento da cena eu pedi que ela não tivesse medo em me dar um tapa na cara, pois ela disse que sentia receio em me machucar. Mas ela deu, 2 tapas bem dados, e foi muito legal.
Pedimos para que a Gra assistisse, enquanto os outros grupos ensaiavam, mergulhamos de tal modo na cena que, ao acabar, vi que não tinhamos dado conta que estávamos sendo assistidos pela turma.
A Gra levantou uma observação a respeito dos motivos que levaram o meu personagem a agredir o outro e depois de esclarecido, ela pediu um corte na minha fala que concordo que fará toda a diferença, por deixar subentendido ao invés de explícito.
Na próxima aula do Julio vamos apresentar a mesma cena... frio na barriga!

vídeo e cena...

A aula dessa semana foi trocada, no primeiro horário tivemos aula de técnica vocal onde a Claudinha exibiu um vídeo sobre a voz do ator "ESTÉTICA DA VOZ PARA O TEATRO E PARA A VIDA" . Um vídeo muito bom, onde de maneira bem humorada a atriz e cantora Eudósia Acuna Quinteiro conta um pouco de sua trajetória das aulas de canto até o encontro com a faculdade de fonoaudiologia e sua decepção por ver que se ensina muito sobre a patologia e pouco sobre a prática. Ela tbm nos mostra brevemente o funcionamento do sistema vocal, como devemos deixar que o ar saia afim de que a voz seja limpa e não nasalada. Conta que aprendeu, com um de seus mestres, que o importante não é a quantidade de ar que entra, mas sim a maneira que ele sai, e mostrou a diferença do bel canto (técnica de respirar utilizando apenas o diafragma) e da respiração intercostal (onde se respira expandindo as costelas).
Ela também mostra a postura correta para que se consiga o melhor desempenho vocal, os joelhos devem estar da maneira que ela se refere a Joelho Bobo, que é o que chamamos de levemente flexionado, onde não travamos os joelhos para traz e deixamos os pés paralelos na mesma direção do ombro. Depois ela mostra alguns exercícios, como o de se sentar, colocar aspontas dos dedos na área próxima a clavicúla apelidada de "saboneteira", e levemente pressionar até que o corpo caia. Esse exercício ajuda na capacidade respiratória pelo o que entendi.
Depois, ela mostra na prática o seu trabalho com grupos teatrais, no caso a participação de Xuxa Lopes, Claudio FOntana e Fernando Neves, durante os ensaios da peça Mary Stuart, onde cada um dá o seu depoimento sobre como preparam suas vozes, como conseguem "mudar" suas vozes para que pareçam mais novos ou mais velhos, e como eles vêem a intervenção de um fonoaudiólogo numa peça de teatro.
No final do vídeo, há uma rápida entrevista com Eudósia, onde ela complementa alguns dos assuntos tratados no vídeo.
O nome do vídeo é "Estética da voz para o teatro e para a vida" e pelo o que pesquisei é encontrado apenas em VHS.
COnfesso que o cansaço, misturado com o frio que invadiu o espaço naquela noite me deixou um tanto disperso a partir da segunda metade do vídeo, mas foi muito interessante e de muito aprendizado. Comecei a fazer todos os dias o exercício da saboneteira, aguardo resultados...

Depois do intervalo, tivemos aula de interpretação com o Julio onde apresentamos pra ele as cenas que apresentamos para a aula da Gra, e mais uma vez senti o efeito da dispersão. Depois de eu e a Nat termos apresentado nossa cena, o Julio pediu para que a refizéssemos agora na visão dos agressores de nossos personagens... tivemos algumas idéias de intervenções no meio dos depoimentos. No fim da aula desabafei sobre a dispersão estar atrapalhando nosso trabalho.
Agora é ensaiar..

e tá na hora de atualizar..

Uma semana sem atualizar meu diário... mas tbm, com a correria pré festa não tinha cabeça... mas vamos lá

2 de jun. de 2010

E vai tomando forma, e vai dificultando...

Aula de canto rápida, o ABC estava sem voz e nos deu um feedback sobre os recortes musicais. Ele nos apresentou as músicas que iremos trabalhar, chamou a atenção pro fato de que nossa turma tem uma veia cômica mas procura sempre trabalhar mais o drama, a tragédia... o que é bom, segundo ele, por isso as músicas que ele vai trabalhar com a gente é de uma comédia com toques de tragédia... rs
A aula de expressão corporal começou mais cedo.
Apresentamos nosso trabalho de pantomima onde escolhemos um símbolo para o texto da partitura... então veio a surpresa:
Tivemos que encaixar o texto da partitura no trabalho de pantomima. Algo que pra mim foi muito difícil, porque a pantomima q eu criei foi cômica, e o texto sobre o medo (trecho de O Corvo de Edgar Alan Poe) não tem nada de cômico.
As máscaras (expressões da pantomima) tendem a sumir quando se dá o texto, pelo costume de interpretar. É preciso estar muito consciente corporalmente para não perder a tonicidade da mão no momento de dar o texto por exemplo.
Para dificultar (ou talvez facilitar) o Renato propôs que encaixássemos também os sons da partitura. Fizemos algumas tentativas em palco e depois fomos ensaiar.
Para os que já tinham apresentado a pantomima e recebido algumas instruções, o Renato liberou para um rápido intervalo.
Quando voltamos, alguns alunos estavam dispostos no palco fazendo suas partituras, me sentei e logo o Renato me chamou e pediu para que, com as mãos espalmadas tampando o rosto e em movimento desacelerado, eu atravessasse o palco na diagonal.
Depois de algumas tentativas até que eu pudesse compreender o que ele queria, cheguei até outro lado do palco mais a frente. Assim que ele deu o sinalpara os outros pararem eu dei início no meu trabalho de pantomima, depois congelei e outra aluna deu início a sua.
Pelo esboço, deu pra ver que o trabalho do final de semestre vai ficar lindo. O desafio está sendo maior, ainda mais que eu e a Malba aceitamos o desafio de encaixar fragmentos da partitura no trabalho de pantomima. Cada vez mais está sendo exigido concentração, esforço e ensaio!