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26 de mai. de 2010

Banho de inspiração...

Na aula de interpretação do Julio, aquecemos o corpo relembrando a brincadeira do pega-pega de bunda rs... depois o Julio deixou que fizéssemos o alongamento e aquecimento vocal livremente, em roda e conduzidos pelo Paulo dessa vez.
Assistimos as cenas restantes do exercício da familia e, pra mim, começou a aparecer algumas evoluções vindas do esforço e da dedicação de alguns, como no caso da Lorriane que está projetando melhor a voz, e do Junior, que conseguiu executar um trabalho mais dramático, diferente de seu estilo cômico sempre apresentado.
Depois do intervalo, a aula de técnica vocal da Claudinha foi substituída por um ensaio aberto do NIT (Núcleo de Investigação Teatral), algo que foi de extrema inspiração e vivência do trabalho que é possível alcançar quando se tem esforço e paixão pelo o que fazemos. Antes de iniciar o exercício, o professor e coordenador do NIT, e também meu mestre no teatro, Zé Maurício deu uma breve apresentação explicando que o trabalho tem em sua base os elementos, mas que eles estava escondidos, pois eram apenas a base para a construção do trabalho.
Começou por um trabalho de "clown", os atores se espalharam por todo o espaço e cada um tinha uma característica, a carinhosa, a falante, o tímido, a chorona, o agitado, o blazé... enfim, cada um transformando o seu ridículo em algo cômico.
Um vaso foi trazido para o palco, e cada um deles colocou algo lá dentro que não era revelado para quem estava assistindo. Depois que todos eles apresentaram seus "clowns" e sem interrupção ou pausa no exercício, foi dado início a segunda parte.
Me encantei com os trabalhos corporais dos atores, precisos, orgânicos, apesar de incomuns eram naturais. O mesmo trabalho foi apresentado de maneiras diferentes, mas não na mesma ordem pra cada ator.
Vi algumas sequencias de movimentos serem contadas movimento por movimento, porém com intenção e emoção de maneira que, apesar da contagem, prendia a minha atenção. Depois essa mesmo sequencia com o texto, dando a mesma tonalidade da contagem. Outras seqüencias foram feitas também sentados apenas, usando apenas o tronco para o movimento e outra vez apenas a expressão facial.
O mais impressionante foi que vimos primeiramente os movimento individuais, e em seguida foi apresentado em dupla, cada um fazendo a sua própria sequencia e texto, mas tendo uma comunicação entre eles que chegou em muitos momentos a parecer ter sido modelado, de tamanha plasticidade. O mais incrível é que nada daquilo havia sido combinado, a criação foi individual e não alterada quando as duplas se formaram no processo de criação, apenas se encaixaram perfeitamente.
Vi os elementos em vários momentos, no movimento do corpo, na voz...
Para encerrar o exercício, cada um voltou ao seu "clown" e encerraram revelando o que cada um colocou dentro do vaso, e dando de presente pra alguém da platéia, eu ganhei um garfinho amarelo de plástico que está guardado lá em casa!
Depois de aplaudidos de pé, teve um bate papo muito bom, onde passamos pra eles o que sentimos e observamos ao assistir, foi falado sobre como conseguiram atingir aquela precisão no trabalho. Não era algo que veio de fora, um processo externo, mas sim um processo interno que fez com que os movimentos fizessem parte do ator naturalmente.
Me impressionei quando foi revelado que o texto que a Graci apresentou não foi encaixado nos movimentos, mas sim surgiu a partir dos movimentos que ela criou.
Fui pra casa com uma sensação de quem matou uma fome gigantesca...rss.. pois, pra mim, assistir a isso foi um verdadeiro alimento pra minha alma de ator, me faz querer me buscar cada vez mais, e alimenta a certeza de que quero isso pra minha vida!
Obs.:Hoje acordei e me peguei no banho fazendo alguns movimentos... ria quando percebia. Fui mesmo contagiado.

8 de mai. de 2010

Uma nova era...

É pessoas... uma nova era começa pra nós no Ribeirão Em Cena!
Lembram-se lá no início que eu falei que me encontrei? Pois é, hoje isso se cravou em mim mais do que nunca!
A reunião do Conselho foi algo inspirador, desde o discurso mais que motivador do Gilson até as discussões que se iniciaram, normal, todos querem expor idéias, críticas na primeira reunião, falta organização, mas sinto que a próxima teremos mais ordem e menos ansiedade em falar! Próxima pauta: Limpeza e Organização dos Espaços!

Então se deu início a uma experiência única: O AULÃO!
Um enorme "amigo secreto", carregado de emoções, músicas textos, presentes significativos! Me bateu uma dor na consciência por não ter conseguido entregar minha carta, mas pude presentear minha "amiga secreta", e segundo ela, acertei na música que escolhi em cheio: "Encontros e Despedidas"... pensando agora, acho que fui profético... =(

Infelizmente, pela ausência de muitos, muitos presentes não foram entregues... =/
Em seguida, um aquecimento necessário comandado pelo nosso Peter Pan rsss
A bola foi passada pro João, nosso professor de dança social, foi ótimo, pois como aluno da noite, tive a oportunidade conhecer o outro porfessor de dança na semana passada, e o pessoal dos outros períodos conheceram o da noite no AULÃO... que lindo ver tanta gente curtindo a mesma vibe, em sintonia, sincronismo... o mesmo feeling!

Depois da pausa pra água, foi a vez do ABC, sopranos, contrautos e barítonos de todos os períodos e anos afinados na mesma canção... realmente, como se mede um ano pra viver???? No Ribeirão em Cena está sendo em emoções... rsss

Ahhh, não imaginávamos que o momento mais mágico estava por vir, Julio fala um pouco sobre sua galharufa recebida a anos, um disco de vinil com poesias do Drummond, lidas pelo próprio... essas poesias foram o fundo para que, com nossos novelos de lã, "medíssemos" nossa linha da vida, assim como aquelas já emaranhadas no palco, resultado do mesmo ritual feito ano passado pelo pessoal do segundo ano... então essa linha amarramos na altura de nosso umbigo, em volta de nosso corpo. Desenrolando alguns pedaços, amarramos na linha da vida de outras pessoas, e pra cada pessoa que ligávamos a nossa linha da vida na dela, falamos o que essa pessoa significava pra nós... de repente éramos um emaranhado de pessoas e linhas, uma verdadeira massa, compartilhando do mesmo sentimento, da mesma emoção, da mesma alegria de poder estar vivenciando tudo aquilo! O olhar de cada um, o sorriso, o abraço, o beijo, a energia... não eram necessárias palavras, e não acho agora palavras que possam descrever. (Na hora não chorei, estava em felicidade demais pra isso, mas agora ao relembrar, sinto as lágrimas subirem aos olhos)

Depois, nos soltamos de nossas cordas, que formou um teto colorido lindo, e em seguida um bolo colorido, nossas vidas amarradas umas as outras e guardada para no ano que vem, dermos continuidade a essa linha.
No coração de muitos, e no meu com certeza, foi acesa uma chama que nos faz desejar que aquilo seja cada vez mais concreto.
Uma nova era começou hoje no Ribeirão em Cena, eu senti isso...
Obrigado por fazerem parte de mim!