Aula de interpretação um tanto quanto diferente.
No lugar de textos, cenas, tivemos uma aula de equilíbrio e confiança no outro.
Começamos com um aquecimento leve, depois caminhamos pelo espaço conforme o ritmo da batida dada pelo Julio.
Nos dividimos em duplas de pessoas mais ou menos do mesmo peso e altura. Meu parceiro foi o Junior, que está se mostrando cada vez mais presente nos exercícios propostos.
Pernas fechadas, dedões do pé se encostando, um segurando o outro pelo pulso, braços esticados, coluna reta, e ao mesmo tempo ambos soltavam seu peso para traz com o corpo até o ponto em que um sustentava o outro pelo equilíbrio dos pesos dos corpos.
Em seguida a partir do exercício anterior, soltávamos juntos um dos braços esticando-o para trás torcendo nosso corpo para a direção oposta a do parceiro, também sustentando o outro pelo equilíbrio. Voltávamos o braço e repetiamos o exercicíco com o outro lado.
Depois precisei trocar de parceiro, e foi a vez de me juntar a Rebeca, que tenho grande facilidade e prazer em trabalhar. Primeiro viramos de costas unindo desde a região lombar até o pescoço e cabeça. Soltando o peso do corpo, agora de costas, mantendo o equilíbrio nos sentamos devagar e depois subimos da mesma maneira...
Em seguida, de frente agora, o exercício partia do primeiro, porém dessa vez, nos sentamos sem encostar os glúteos no chão, e ao levantarmos esticamos as pernas colocando o tronco pra frente, sentamos de novo e nos levantamos puxando o peso pra baixo.
Depois de tudo isso, um exercício que rendeu boas risadas e alguns tombos. Formamos trios e o Julio nos ensinou uma técnica circense, que se não me engano se chama "partout"... consiste em uma pessoa ser o apoio e a outra subir nessa pessoa mantendo o equilíbrio. O exercício foi feito em 3 pessoas, no meu caso, eu, Thiago e Paulo. Uma dificuldade imensa em achar uma maneira em que 2 pessoas se apoiassem em uma sem colocar os pés no chão e sustentasse por 10 segundos. Mas o lance de tentar, descobrir foi muito legal. Era uma conquista enorme quando conseguíamos uma solução.
Terminamos a aula com planos "gostosos" pra próxima aula...
Depois, no intervalo, recebemos a visita de dois colegas que nos deixaram recentemente! Fá e Ludson...
Na aula de Técnica Vocal, uma tortura pra mim, rss...
Tivemos que respirar com a região superior do corpo, e não com o diafragma (apenas, mas descobri que o diafragma poderia ser usado, pena que só no fim da aula eu descobri...rs)
Treinamos a respiração deitados, primeiro de costas depois de bruços. Sentado, soltávamos o som em S, depois em "trr" depois em "brr" e alternando em seguida.
Tive hiperventilação... normal
Em seguida, tínhamos que puxar o ar, e correr soltando o ar controladamente, e quando a Claudinha gritasse "Boa Noite", tínhamos que responder, sem puxar novamente o ar, "Boa noite", depois "Boa noite pra você", depois ainda "Boa noite (nome da pessoa mais próxima).
O próximo exercício consistia em puxar o ar e atravessar o palco soltando o ar, parando assim que acabasse o folego. Primeiro a Claudinha deixou que fizéssemos no nosso ritmo, em seguida ela deu o ritmo dela caminhando com a gente. Depois soltamos o ar falando as vogais "A" "I" "E", e depois "A" "E" "É" "I" "Ó" "O" "U".
De dois em dois, fízemos o mesmo exercício, mas agora atravessando o palco falando uma frase.
Foi interessante pra mim, perceber que falando uma frase eu tinha um controle maior da saída do ar do que nas vogais. Nas vogais, o ar acabava geralmente faltando 2 passos para atravessar o palco por completo, já na frase ainda restava um pouco de ar mesmo depois de ter atravessado.
Na roda de bate papo sobre a aula, descobrimos que a respiração proposta não era usar somente o pulmão, mas sim usar a expansão das costelas para armazenar o ar, consequentemente o diafragma era usado, porém não sendo necessário estufar a barriga para tal.
É, a aula foi cansativa ontem, mas cheia de descobertas, palavra que encerrou a aula de terça feira!
Basta!
Há 12 anos
